Brasil experimenta crescimento na geração de energia solar

A expansão dos setores de geração centralizada e geração distribuída solar fotovoltaica no ano passado, possibilitou que o país alcançasse em janeiro de 2018 a marca histórica de 1 gigawatt (equivalente a mil milhões de watts) de capacidade instalada em projetos de energia solar em operação. De acordo com anúncio da Absolar, Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, o resultado coloca o Brasil entre os 30 dos 195 países do mundo que possuem mais de 1 GW de fonte solar.

O espaço de expansão do setor é grande, visto a mediação da irradiação solar no país, só perder para a Austrália no mundo. A Alemanha que é um dos países referência em termos de incentivo à geração de energia solar, fica em desvantagem em comparação ao Brasil, que tem índice de irradiação que fica entre 1.500 e 2.400 quilowatts-hora (KWh) por metro quadrado (m²) por ano. O número do país europeu, é equivalente a 900 e 1.250 KWh m²/ano.

Apesar de ainda estar abaixo do seu potencial de produção, o Brasil tem condições de ficar entre os principais países do mundo nesse mercado. Segundo Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar, pelo jornal digital Nexo, o setor solar tem se mostrado cada vez mais competitivo. “Em dezembro de 2017, pela primeira vez, as empresas da área conseguiram ofertar em um leilão, energia mais barata que a gerada por biomassa, termelétrica ou pequena hidrelétrica”.

No setor de geração distribuída, foi registrado crescimento no uso de sistemas fotovoltaicos pela população, empresas e governos, em residências, comércios, indústrias e em várias regiões do país. Outro fator que mostra o crescimento da geração de energia solar fotovoltaica no Brasil foi a inauguração em novembro de 2017, no Piauí, do Parque Solar Nova Olinda, o maior em operação na América Latina, capaz de suprir 300 mil domicílios.

O sistema solar fotovoltaico se torna economicamente viável, pelo fato do custo da energia elétrica estar aumentando de preço gradativamente. Além desse fator, para Osvaldo Soliano, doutor em política energética pela universidade de Londres, pelo jornal digital Nexo, o contexto é favorável às alternativas renováveis, visto o esgotamento do modelo de grandes hidrelétricas e o Acordo de Paris, compromisso assinado por 195 países com o objetivo de reduzir emissões de gases que acarretam no aquecimento global.



Deixe uma resposta