Capacidade de geração fotovoltaica no Brasil deve aumentar até 2024

A preocupação com a preservação do meio ambiente, a busca pela diversificação da eletricidade, e o desenvolvimento da indústria, têm impulsionado no mundo, inclusive no Brasil, a geração de energia a partir de fontes renováveis, como o sol. Segundo dados da Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, 886,7 mil unidades consumidoras no país se beneficiarão com uma potência instalada, de aproximadamente 3,2 gigawatts.

Só em 2016, o número de microgeradores de energia solar cresceu 407% em relação ao ano anterior, e a expansão aconteceu principalmente em residências (80%), ainda segundo a Aneel. O crescimento que vem acontecendo, é justificado principalmente pelo barateamento dos painéis, e assim, diversas companhias do setor estão passando a investir na área.

De acordo com relatório divulgado pelo órgão, a expectativa é que já para este ano, a produção de energia solar no Brasil dobre de número, pois em 2018, a maioria das 67 usinas solares previstas para até 2021,entrarão em operação.

Empresas em diversos estados brasileiros estão buscando formas de abraçar cada vez mais o setor fotovoltaico; no Comitê de Inovação e Sustentabilidade da CDHU, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo, por exemplo, surgiu a discussão de usar o sol como fonte energética. Sendo o foco da empresa, a construção de moradias de interesse social, atendendo predominante famílias com renda entre um e três salários mínimos, a grande vantagem do projeto, é o impacto na conta de energia, como relatou o superintendente de Orçamento, Programação e Controle da organização, Silvio Vasconcellos.

O especialista acredita que instalar um equipamento de tecnologia de ponta em camadas de baixa renda acelera a queda de preços. Para ele, apesar da disponibilidade das inovações tecnológicas, estavam concentradas nos nichos comerciais, industriais e nas habitações de padrão elevado, ou seja, dentro das classes mais privilegiadas. “É uma introdução de tecnologia de baixo pra cima e com certeza vai causar uma popularização no mercado”, relata.

O uso da energia solar, é um dos principais objetivos da 21ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21), realizada em 2015, e é uma das tendências no mercado brasileiro que ganhou novo fôlego depois que o presidente da França, Emmanuel Macron, decidiu mobilizar US$ 1 trilhão para o setor até 2030, em benefício de países emergentes.

Fonte: Site Estadão e Site Isto É



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