Climatização de edifícios comerciais expande mercado de VRF

No Brasil, edifícios comerciais e até alguns residenciais de alto padrão têm priorizado a aquisição do sistema de ar-condicionado com fluxo de refrigerante variável. Além de possibilitarem uma operação fácil e econômica, o VRF (sigla em inglês) permite que cada ambiente funcione de forma independente de acordo com as programações dos usuários.

Por ser uma tecnologia de ponta, ter fácil instalação e principalmente por garantir uma alta eficiência energética, a indústria está crescendo rapidamente. O mercado global de sistemas de climatização com VRF movimentou US$ 11,26 bilhões no ano passado, e até 2023, a receita do setor deverá chegar em US$ 22,81 bilhões, segundo a Market.Biz, fornecedora de relatórios de pesquisa de mercado.

Hoje, o fluxo de refrigerante variável pode ser considerado a tecnologia mais avançada do ramo da climatização; o controle do sistema está estendendo-se até o uso de aplicativos em smartphones. Desenvolvido especialmente para residências amplas, edifícios comerciais de médio e grande porte, a climatização com VRF oferece o máximo de conforto térmico para as pessoas, além de possuir um design compacto e layout flexível em termos de unidades externas e internas.

De acordo com a Abrava, Associação Brasileira de Regrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, o mercado de VRF foi um dos únicos, dentre os sistemas centrais de ar-condicionado, que mantiveram o volume de vendas sem grandes perdas nos últimos três anos. Devido à capacidade de expansão modular, o sistema é ideal para ser aplicado em grandes empreendimentos.

Há no mercado hoje, máquinas que recuperam calor, ou seja, podem ser usadas tanto para aquecer quanto resfriar, simultaneamente, diversos ambientes. Neste caso, o sistema reaproveita o calor de retorno de uma sala para aquecer outra, o que aumenta a eficiência energética, resultando em economia e conforto para usuários.

Segundo o diretor comercial da FR Climatização, Rodrigo Men, pela Revista do Frio Online, o maior risco do mercado de VRF no Brasil é a falta de conhecimento de como se trabalha e aplica o produto, mas tem muito a crescer no país. Men acredita que o segmento de construção civil retomará o crescimento e levará o setor junto.

Embora os sistemas VRF existam há mais de 30 anos, a popularidade está se expandindo mais do que nunca em todo o mundo, e o cenário é positivo para o desenvolvimento da tecnologia.

Fonte: Revista da Frio Online 



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