Mercado da computação em nuvem deve chegar a 162 bilhões de dólares em 2020

A legislação CLOUD Act é atualmente uma preocupação do ramo

Nos últimos anos, grande parte das comunicações digitais migraram para a computação em nuvem, que segundo a Forbes, tinha o mercado estimado em 67 bilhões de dólares em 2015. Devido ao frequente uso dessa forma de armazenamento via internet, principalmente para o gerenciamento de empreendimentos, é previsto que o mercado cresça US $ 162 bilhões em 2020.

Apesar de muitas pessoas não perceberem, atividades do dia a dia, tanto relacionadas com o trabalho, enviando e-mails por exemplo, quanto ao entretenimento, como utilizando a Netflix, estão atreladas à nuvem. Com ela, é permitido o acesso a documentos a qualquer momento, de qualquer lugar. Empresas estão utilizando o recurso, principalmente por ser uma forma prática de administrar dados, e por facilitar o contato entre empreendimento e cliente.

Só no Brasil, o mercado de computação em nuvem cresceu 47,4% em 2016, tendo como base Software as a Service (Software como Serviço) e Platform as a Service (Plataforma como Serviço), segundo o estudo anual Mercado Brasileiro de Software – Panoramas e Tendências, realizado pela ABES, Associação Brasileira das Empresas de Software, em parceria com a IDC, International Data Corporation.

Atualmente, a mais recente discussão relacionada com a computação em nuvem, é a Cloud Act, uma lei pública norte-americana em vigor desde 23 de março desse ano, que permite que o país requisite o acesso a informações de usuários de qualquer parte do mundo. Dados armazenados em nuvem, comunicações pessoais, mensagens particulares em redes sociais e outros tipos de informação de qualquer pessoa ou empresa correm o risco de ir parar nas mãos de autoridades dos Estados Unidos sem prévio aviso.

Antes da Cloud Act, o governo norte-americano somente poderia acessar dados que as empresas do país mantinham fisicamente dentro do território. Se uma empresa dos Estados Unidos armazenasse os dados, por exemplo na Europa, o governo norte-americano não tinha como acessar a informação por meio de mandado ou intimação. Acessar dados de servidores em outros países exigia tratados e entendimentos entre governos.

A infraestrutura de computação em nuvem está geralmente concentrada em data centers, e antes da lei, uma empresa norte-americana de hospedagem que tinha servidores no mundo inteiro, conseguia vender serviços para outros países porque havia leis que evitavam que o governo pudesse acessar dados em regiões fora dos Estados Unidos. Com a CLOUD Act, essa empresa no Brasil, por exemplo, deve fornecer até mesmo os dados de cidadãos Brasileiros para as autoridades norte-americanas, que em seguida podem compartilhar as mesmas informações com qualquer outro governo.

Mesmo com a previsão de crescimento da computação em nuvem, a preocupação de muitas empresas com relação a segurança e o sigilo de dados, é grande.

Fonte: Exame, UOL, Gazeta do Povo, ITF 365



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